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Psicologia clínica

Sessão de aconselhamento

Você sente que busca aprovação o tempo todo? Está sempre com medo de decepcionar alguém, dizendo mais “sim” do que gostaria e se esquecendo de você? Aqui, você encontra um espaço seguro para entender esses padrões, fortalecer sua autoestima e construir relações mais leves e verdadeiras consigo e com os outros.

                                                       O Ajudante Ansioso

Eu não sei exatamente quando aprendi que precisava ser útil para ser aceito. Mas sei que, por muito tempo, ajudar os outros não era um ato de amor — era um ato de sobrevivência.

Toda vez que alguém precisava de algo, eu estava lá. Antes mesmo de me chamarem. Antecipava necessidades, oferecia favores sem ser pedido, dizia "sim" quando queria dizer "não". E por dentro, enquanto fazia tudo isso, havia uma voz constante me dizendo: se você não for útil, eles vão embora.

A Terapia Cognitivo-Comportamental me ajudou a enxergar o que estava por trás desse comportamento. Não era generosidade pura — era um esquema de crenças construído ao longo dos anos: "Eu só tenho valor se servir. Se eu decepcionar alguém, serei abandonado." Essa crença automática governava minhas escolhas sem que eu percebesse.

O ciclo era perfeito e cruel: eu ajudava, a pessoa ficava satisfeita, eu me sentia seguro por um instante — e então o medo voltava. Porque a aprovação nunca durava. Era preciso fazer mais, ser mais, dar mais. O alívio era temporário. A ansiedade, permanente.

Aprendi a identificar os pensamentos automáticos que disparavam tudo isso. Quando alguém ficava em silêncio depois de um pedido meu, minha mente já completava: "Estou sendo chato. Vou irritá-lo. Ele vai me rejeitar." E então eu me antecipava, me desculpava, recuava — tudo para evitar um desconforto que muitas vezes nem existia.

A reestruturação cognitiva foi difícil. Questionar uma crença que me "protegeu" por tanto tempo gerava resistência. Mas fui aprendendo a perguntar: Essa evidência existe de fato? Alguém já me rejeitou por dizer não? Meu valor realmente depende da minha utilidade?

As respostas honestas começaram a rachar a parede.

Ainda me pego querendo ajudar antes de ser pedido. Ainda sinto aquele aperto no peito quando estabeleço um limite. Mas hoje consigo notar a diferença entre ajudar porque quero e ajudar porque tenho medo. Essa distinção, pequena para muitos, foi revolucionária para mim.

Aprendi que relações construídas sobre o medo da rejeição não são conexões reais — são contratos disfarçados de afeto. E que o amor que preciso ganhar com serviços talvez nunca tenha sido amor de verdade.

O caminho é lento. Mas pela primeira vez, estou aprendendo a estar presente com as pessoas — não para agradá-las, mas para genuinamente me conectar com elas.

Sobre mim

Olá, Sou Carlos Henrique, Psicólogo com atuação em TCC.

Auxílio pessoas que enfrentam, ansiedade, autocobrança, dificuldades emocionais, Baixa autoestima, medo de rejeição,
necessidade de aprovação e conflitos nos relacionamentos.
Através da psicoterapia, busco oferecer um espaço de escuta,
acolhimento e desenvolvimento de estratégias para lidar de forma mais saudável com os desafios emocionais,
Minha abordagem é baseada em evidencias, cientificamente comprovada. Os atendimentos são estruturados e personalizado oferecendo um atendimento humanizado.
Tenho duas pós graduação em andamento, uma em Terapia cognitiva comportamental e outra em Neuropsicologia, buscando um aprimoramento das técnicas para melhor atendimento.




 

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